Leonardo Bruno nasceu em Coromandel, MG, em 30 de maio de 1945 e iniciou sua carreira musical na Rádio Ministério da Educação do Rio, como Barítono, cantor lírico, aos 19 anos,enquanto trabalhava como Músico e Cantor, na Peça Liberdade, Liberdade, ao lado de Oduvaldo Vianna Filho, Paulo Autran , Odette Lara e outros grandes nomes.Por essa época, já atuava ao lado de seu famoso pai Abel Ferreira, cujo convívio musical foi de grande valia. Desde os 14 anos já se apesentava em conjuntos de show.  

Em pouco tempo, era convocado para as mais importantes gravações, daí advindo sua aproximação com Gilberto Gil, com quem gravou o LP — Louvação, tornando-se parceiro de Gil e trabalhando intensamente com Maria Bethânia, Gal Costa, Bôscoli, Lennie Dalle, Miele, sendo sua primeira trilha para cinema feita sobre temas de Caetano Veloso, para o filme Proezas de Satanás na Vila de Leva e Traz, do cineasta Paulo Gil Soares.  

Sua primeira orquestração profissional foi para Sérgio Ricardo, Philips (atual Universal) 1965.  

Em 1967, é chamado para integrar a Orquestra da Rede Globo do Rio e, em seguida, a Orquestra de Erlon Chaves.  

Ainda em finais de 1967, ao lado de Toquinho e outros músicos de S. Paulo, integrou o QUINTETO DE RODA, formado por seu parceiro , o grande compo- sitor]Gilberto Gil , para as apresentações mensais no Teatro Paramount, alternadas com as de Caetano Veloso,Elis Regina e Chico Buarque.

Em 1968, quando atuava com Miele, Bethânia e Lennie Dalle no Blow-up de São Paulo, foi convidado a reger um show latino americano na União Soviética, à frente da Orquestra Gosconcert de Moscou.  

Na volta ao Brasil em 1968, gravou seu primeiro LP como maestro — IMAGEM BARROCA No. 2, para a CBS, tendo já gravado em Madrid  à frente da Orquestra do Palácio da Música.  

Voltando à Rede Globo, como instrumentista, impulsiona sua carreira como orquestrador e regente.  

Em 1970, é chamado a reger a grande Orquestra da Rede Globo no Festival Internacional da Canção, cargo que dividiu com o ilustre Maestro Mário Tavares.

         Regeu quase todos os “FICs”, tendo sido o Orquestrador de BR-3, Pedro Nadie, Kirie e outras tantas vencedoras do evento da Rede Globo, tornando-se diretor musical do programa Som Livre Exportação.  

O último Festival da Globo que regeu foi o Abertura, no Teatro Municipal de São Paulo, em 1975.

Na mesma época, recebia prêmio de melhor arranjo pelo LP de Maria Creuza (RCA).  

Em 1976, volta à Rede Globo como orquestrador e, ao lado de Augusto César Vanucci, faz Saudade Não Tem Idade, da série Sexta Nobre e Globo de Ouro, participando de toda a programação da emissora. Ainda nesse ano escreveu o especial de fim de ano de Roberto Carlos, tendo preparado o seu show para o Canecão.  

Na Rede Manchete, fez as partituras de Dona Beija, Marquesa de Santos e Bar Academia.
 
Maestro de Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Alcione, Martinho da Vila, Agostinho dos Santos, Antônio Carlos e Jocafi, Clara Nunes, Taiguara, Moacir Franco e Maria Creuza. Sendo detentor de vários prêmios publicitários, Leonardo Bruno é autor da trilha PASSPORT, que esteve no ar durante 11 anos, tendo sido sucesso em todo mundo em suas três versões: Filmes com David Niven, Frank Sinatra e Burt Bacharach.  

Sempre atuando com sua Orquestra de shows onde cultuava a boa música popular, Leonardo Bruno estudou de 1970 a 1985 com o inesquecível Maestro José Siqueira, de quem era o aluno mais dileto e de quem herdou o conhecimento e a devoção pela música dos grandes mestres.  

Cursou Regência na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de janeiro — UFRJ, e o conservatório Villa-Lobos, curso de formação de professores de Educação Musical, quando recebeu de Iberê Gomes Grosso os fundamentos do Violoncelo e de José Vieira Brandão os da Regência Coral, interrompendo sua graduação em Regência pelo exercício da mesma.  

Em 1972,  recebeu  do  Governo Francês  uma  “Patronage”, frequentando, por orientação musical do Maestro José Siqueira, aulas de Olivier Messiaen e Roger Boutry, no Conservatório de Paris, tendo recebido declaração de Notório Saber dos Maestros Mário Tavares, Ernani Aguiar, Guerra Peixe e Henrique Morelembaum.   

Em outubro do mesmo ano, fixou-se em Mannheim, Alemanha, onde recebeu orientação musical do saudoso Maestro Cláudio Santoro, então professor de Composição e Regência daquela respeitada “Hochschule”.  

Pelas mãos generosas de Cláudio Santoro pode conviver com o sólido ambiente musical daquele tradicional centro sinfônico, experiência de imenso valor em sua futura carreira de Regente Sinfônico.

Em 1975, com vistas à Regência de Ballet , frequentou aulas de Ballet Clássico com Eugênia Feodorova, no Rio. Em 1978, com Madeleine Rosay, em Teresópolis e, em 1982, em Petrópolis, com Jane Féraudy, para melhor vivenciar as dificuldades musculares da Dança.

Gravou, como regente assistente da Orquestra de Câmara do Brasil, sob a direção do Maestro José Siqueira e como regente do coro, o LP Barroco Brasileiro, patrocinado e distribuído pelo Banco do Brasil, obtendo sucesso em todo o Mundo.   

Em 1985, assumiu o Regência do Coral Pró-Música de Juiz de Fora, e em 1988, a Regência da Orquestra Sinfônica Estadual do Espírito Santo, da qual foi titular, de 1988 a março de 1992, elevando-a a nível técnico-artístico nunca antes atingido, com um sucesso junto ao público que se tornou marca daquela sinfônica estadual.   

Leonardo Bruno é regente convidado da Orquestra  Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro — Brasília,  da Orquestra Sinfônica Nacional, da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais,  da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto — São Paulo e da  Amazonas Filarmônica.  

Solistas dos mais destacados atuaram a seu lado, tais como Maria Célia Machado, Giancarlo Pareschi, Heitor Alimonda, Alceu Reis, Sônia Maria Vieira, Fábio Zanon,Lully Oswald, Paulo Sérgio Santos, Jerzy Milewiski, Carmelita Reis, Altamiro Carrilho, Piotr Janovski, Noël Devos, João Daltro, Sivuca, Turíbio Santos, Paulo Moura, Nelson Freire, Eduardo Monteiro, Linda Bustani e Líliam Barreto.  

Em 1991, orquestrou e regeu o compacto sinfônico “Ecos e Reflexos”, com o qual a empresa Vale do Rio Doce presenteou os chefes de Estado presentes à    ECO — 92 — Rio, considerando-se  esse trabalho que concebeu ao lado do violinista Jerzy Milewski, definitivo no cenário brasileiro e internacional.

Em 1992, é chamado a assumir como Regente Titular a Orquestra Sinfônica Jovem de Brasília, colocando sua larga experiência a serviço dessa instituição.  

Em novembro de 1993, reescreveu a partitura do filme “Ganga Bruta”, executada sob a regência do seu querido colega, Maestro Júlio Medaglia, pela Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, no Palácio das Artes e pela Orquestra Sinfônica de Campinas, no Teatro Municipal de São Paulo e, ainda em 1993, na abertura do festival 100 Anos de Cinema, em Brasília, onde recebeu pungente homenagem.  

Em dezembro do mesmo ano assumiu, como titular, a Orquestra de Câmara da Universidade Federal de Espírito Santo.  

Em julho de 1994, assumiu o cargo de diretor artístico e regente titular da Orquestra Sinfônica da Paraíba.  

Em 1995, assume como professor da Universidade do Estado de Minas Gerais.  

Em novembro de 1995,com Martinho da Vila, criou e realizou, com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, um concerto dedicado à cultura Afro-Brasileira, no Palácio das Artes, Belo Horizonte, permanecendo como regente convidado da mesma orquestra, nos anos de 1996 e 1997. Esse concerto, ao qual chamou Concerto Negro, foi reapresentado em novembro de 1996, desta vez na Sala Cecília Meireles, sendo a orquestra formada por músicos da Orquestra Sinfônica da UFRJ e músicos da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.  

O Concerto Negro, que conta com a apresentação de Martinho da Vila, foi também realizado na igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, em Diamantina, MG, bem como em seu Mercado Central, para quinze mil pessoas, em outubro de 1997.   
Em janeiro de 1998, recebe da família de seu querido Mestre José Siqueira, a honrosa atribuição de Depositário Artístico de sua obra, desde então mantendo-a viva, granjeando-lhe o reconhecimento do qual é digna.  

Em 1998 e 1999, deu prosseguimento ao curso de Regência, vindo a concluí-lo, em nível de excelência, em novembro de 2000, ano de intensa atividade tendo, em agosto orquestrado e dirigido o CD Cantos do Tocantins, trabalho de expressiva brasilidade e, em setembro, realizado vários concertos com a Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto, como regente titular interino, em Ribeirão Preto, SP, e, no Ibirapuera, SP, capital.  

Em 7, 8 e 9 de setembro do mesmo ano, realizou o Concerto Negro no teatro Municipal do Rio de Janeiro, com sua grande orquestra.  

Em 22 de novembro de 2000, fundou a Músicos Pelo Meio Ambiente — Orquestra Sinfônica Rio, na qual, desde então, vem concentrando a maior parte de sua atividade artística, em concertos populares, sempre para um grande público .  

Em 2002, concluiu a partitura e, sob sua regência, gravou a Ópera Negra Alabê de Jerusalem, do compositor Altay Veloso, com sua  primeira audição mundial prevista para a cidade de Paris.

Em 2004, reassumiu sua antiga paixão, o Coral infanto-juvenil As Princesas de Petrópolis, que criou em 1999 e à frente do qual permaneceu até 2007.

Em 2005,2006 e 2007, regeu, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, concertos patrocinados pela empresa Michelin  sendo que, nos dias 7,8 e9 de junho e, no dia 14 de julho do mesmo ano , regeu a grande Orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no Concerto Cênico ORFEU VIVE, homenagem a Tom Jobim, Vinícius de Moraes e Oscar Niemeyer , homenageado  em especial ,por seus 100 anos de vida.

Em 2008 , deu prosseguimento à sua atividade como Orquestrador e Regente nos mais importantes estúdios de gravação, em especial, o Estúdio Sinfônico Maestro Alceu Bocchino,Rádio Mec, Rio de Janeiro.

Em 2009, assume a direção da Orquestra Infanto-Juvenil da Comunidade D. Marta, a exemplo do que fez, em 2004, criando Os Violinos da Mangueira, com enorme sucesso, sendo esta  sua primeira atuação em Projetos de Inclusão Social.

Ainda através da Ação Social pela Música,é Regente Titular e Diretor Artístico da Orquestra Jovem do Brasil e da Orquestra Jovens do Mercosul.

Em 2010, assume- por Concurso Público- o cargo de Compositor Residente e Orquestrador da UFRJ.

Em 21 de Abril de 2011, regeu a Grande Orquestra do Theatro Nacional Cláudio Santoro, de Brasília, no aniversário de nossa Capital, num Concerto Popular, na Praça dos Três Poderes, ao lado de seu querido e célebre  amigo Martinho da Vila.